sexta-feira, 22 de março de 2019

1.026 dias

Existiu esse tempo que a escrita perdida dedicava-se a encontrar sinônimos
para palavras repetidas, com achados científicos e conclusões colossais, me pego pensando na possibilidade intensa de novas transformações.
Ontem iniciou o novo ano no ciclo astrológico, o que existe agora é sensação da música Relicário de Nando Reis "...o mundo está ao contrário e ninguém reparou".
Tanta é a distância de nós que a busca se faz de esquecida. E ai o que você está fazendo?
Pintando os vasos e  seguindo a música. Afinal passaram 1.026 dias da minha anterior postagem.
Cheguei ao momento de algumas poucas certezas.
Quero ser capaz de esvaziar mais os pensamentos dentro desta tela.
O tapete da yoga até o momento tem sido o meu companheiro, além claro do meu novo/antigo amor.
É casei.

Sigamos emanando as energias positivas para o novo ano que se "achega", por que tá duro acreditar na realidade.

grazie!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Pôr-do-sol e cabelos brancos na Bahia

Hoje terminei de ler um livro que um querido amigo quase jornalista me indicou para ler, intitulado "Nú de botas" do cronista Antônio Prata. Foi a primeira vez que tive contato com o escritor, e me encantei com a forma simplória do retrato das memórias da infância em 140 poucas páginas. Gosto muito do tipo de narração das crônicas, por trazer fatos cotidianos e personagens conhecidos registradas em palavras cheias de emoções. É um texto vivo por si só.
Hoje também fui entregar um documento na Barra aqui em Salvador, o compromisso foi rápido e deu para ficar sentada apreciando um entardecer de uma primavera tipicamente soteropolitana, estava em um banco sozinha observando as pessoas caminharem, os vendedores, policiais, banhistas (no momento desejava estar no lugar deles), ei que se aproxima três idosos (1 casal e uma senhora). No mesmo instante eu me levanto para dar lugar aos três, e a simpática senhora disse que tinha lugar para nós quatro, pois a mesma não estava tão gordinha assim. Meus olhos estavam atentos a chegada do ônibus, e meus ouvidos a conversa dos três (rs).
- Cintia, como foi a sua noite de sono? Está se sentindo melhor ?
- Anete eu precisei deixar Alfredo sozinho na cama, não durmo direito lá. Estou preferindo o sofá
a minha coluna consegue ficar mais ereta e não sinto tantas dores.
- E os remédios, está tomando ?
- Sim estou! Tão caros, mas fazer o que se dependemos dele para amenizar as nossas dores. Mas sim
deixa eu te contar, ontem estava falando com Maria e ela me disse que o condomínio dela comprou um apartamento do prédio ao lado para não derrubarem e construírem outro. Veja só você o que foi preciso fazer!
- Nossa senhora! Sorte deles que tiveram condições de comprar.
- E tu Anete, como está a saúde ?
- Tenho uma família feliz, netos lindos e a dor que é certa do nosso corpo a gente aprende a conviver.
- Ainda temos o privilégio de podermos ver esse pôr-do-sol quando quisermos. Basta andar um pouco e estamos apreciando o espetáculo da natureza.

Meu ônibus chegou. Uma pena não ter ficado mais com os três.
Envelhecer e continuar saber apreciar é uma dádiva.
Assim querido amigo Antonio Prata a sua decisão de não crescer mais fazia completo sentido.
Os adultos são complicados demais com suas palavras grandes e números impressos por papéis em todos os cantos. Acho que ser idoso deve ser melhor pois podemos recordar os episódios mágicos que uma vida pregressa se faz de lembrança. Com uma grande diferença, nossos passos são mais lentos, não temos tanta pressa de desbravar o que é conhecido. Ahhh mas um pôr-do-sol a mais nunca enjoa.





quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Oito pontos


O nosso corpo é nossa casa, e existem pessoas que nos cuidam...os anjos ?
A gula é um dos pecados que mais cometo, o olho sempre é maior que a barriga. 
Toda família tem seus rituais, e os alimentícios então nem se fala, tem aquelas receitas especiais
que são guardadas para serem comidas nos almoços de domingo. Na minha família não é diferente, 
e os doces e frutas são obrigatórios após a comida do meio dia. Uma fruta especial que nunca pode
faltar nas casas dos meus familiares é a melancia, esta é a nossa sobremesa predileta. 

Tem o sorvete americano também (aquele de três camadas diferentes), que minha mãezoca faz que sempre é destruído por minha ávida boca rs. 
Pois bem, anooooos atrás, quando eu tinha uns 6 anos tinha essa sobremesa no congelador lá de casa, e não tinha uma altura satisfatória (ainda não tenho) e nem maturidade para colocar esse doce para mim . Minhã mãe tinha ido tomar banho e disse que quando acabasse iria colocar para mim, e quem disse que aguentei esperar ? Ao ouvir as primeiras gotas do chuveiro, realizei a ponta do pé de uma bailarina em formação (na época) e inciei a missão de captura da sobremesa predileta. Triste fim, calculei errado o movimento de deslocamento e em uma queda livre o pote de vidro marinex cai em meu pezinho. Um grito e minha mãe sai correndo do banheiro: "Que merda que você fez ? Não disse para me esperar ? Sua ansiedade tá vendo...". Dor e dor eu sentia, nem tinha notado o corte imenso no meu pé, fui reparar quando o rastro da sangue ficava pela casa. " Mãe, me machuquei". Ai começa a aventura para achar algum vizinho e nos acompanhar até uma emergência mais próxima da minha casa, morava distante dos serviços de saúde na época, minha mãe ficava tensa com a quantidade de sangue que saia do meu pé. Chegando na emergência 5 pontos fizeram parte da minha história de cicatrizes, e eu acudindo a minha mãe (ela quase desmaiou enquanto levava os pontos),  Alguns dias de cuidados no pé e tenho mais uma nova marca das aventuras da vida.
E os três pontos que faltam ficam para a minha habilidade gastronômica em cortar coisas, na verdade estava atenta aos noticiários enquanto comia. Aprendam: poucos dominam a arte das múltiplas atividades simultaneamente. Estava eu cortando a suculenta melancia com meus 20 e poucos anos de experiência e ao invés de direcionar a faca para a linda e brilhante casca verde o meu dedo foi o alvo, e uma faca amada de serrote deixou sua marca no meu dedo indicador esquerdo (rs). Quem estava em casa ?  " Mãe!!! Me leva para o hospital." Mais um mimo das cicatrizes, e uns dias sem nadar. Esses são alguns pontos que a vida dá.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Retiro de carnaval

       Em tempos de farra, fantasias e música é estranho na terra do Axé, e  nessa época do ano o silêncio. Arrumei umas roupas, organizei os livros, separei os artigos e embarquei na missão de mais um trabalho acadêmico. Suado que só ele até sair as primeiras palavras digitadas. Organizar as ideias e pensar na relevância científica possível que irei gerar no mundo de publicações...será ?
        Não foi só o retiro acadêmico, foi um retirar de mim mesma, me despir de ideias, conciliar pensamentos, fazer novas crenças, excluir julgamentos, compreender o percurso natural da vida. Nada melhor do que fazer isso próxima de pessoas que nos amam de verdade, os pais de nossos pais, com mimos e cuidados.
        É bom encontrar-se com aquela que há tempos estava perdida, tem sentimentos súbitos que nos levantam e algumas vezes esquecemos de nossa essência em virtude de transformações, que os outros nos causam. Me achei, andava por uma esquina chamada risco. E quem nunca andou por lá ? Tinha pego o ônibus da coragem, saltei na Estação do Desconstrua Seus Valores e Transforme-se. Logo quando desci, pedi em silêncio a proteção e ganhei um mapa da intuição...suma daí! Achei o fio da volta, a rua do Encontro Interno, tinha o espelho amigo e a voz baixinha : " Se queres flores, plante as flores, e doe as flores". Depois da rua, cheguei ao bairro da Verdade, tão seguro que só, quis ficar. Transformada preciso dizer, e grata por milésimos ter experimentado esse nível de vínculo com o lugar inseguro.
      Metáforas para refletir a loucura da roda gigante da vida, e aprender com os caminhos arriscados passados. Ainda bem que existe o amigo tempo cantado em orações para acalmar esse órgão vivo e pulsante dentro de nós. Como diria a incrível Frida, " onde não houveres amor não te demoras". Fui!





A diva das divas no ritmo de vitórias carnavalescas cariocas entoando o tempo. 
     

       

sábado, 2 de janeiro de 2016

Primeira vez em 2015

Aparecimento do primeiro fio de cabelo branco
Me espantei com a beleza das Cataratas do Iguaçu
A primeira maratona aquática no mar
O primeiro banho no Rio São Francisco
Visitei templos/centros budistas
Atravessei um país dirigindo
Participei de 3 Conferências (saúde e direitos dos idosos)
Trabalhar em 3 locais diferentes
Li dois livros a cada mês
Maior número de idas a formaturas e casamentos
Despertar para um amor intenso

Esse ato de preceder os outros tempos, na ordem e lugar
Isso de ser primeiro, nem tão urgente, começar,
causar os efeitos e ir formando essa quem eu sou. Em 2015
tive algumas primeiras vezes, e agora em 2016 quero tantas mais.

Valeu!





segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Sinto a primavera em você


Flores a chegar
amor para renovar
cores a embelezar

Abelhas alimentadas
passarinhos a cantarolar
a nossa cantiga de anunciação

Sem pressa te esperarei
renovaremos essas estações
Semeadores de sementes
aguardaremos mais flores
para embelezar o nosso jardim
em cor, em tempos, e luz.


Vale do Capão, Chapada Diamantina



domingo, 12 de julho de 2015

Interiores

No ano passado passei uns meses trabalhando em cidades do interior da Bahia. Foram dias de intensa produção literária que acabei guardando nos cadernos de anotações, e sempre que algo me chamava atenção o lápis era puxado para o registro dos pensamentos criativos. Pela minha ausência nesse espaço escondido quero deixar aqui registrado algumas memórias vividas.


Tabocas do Brejo Velho, 13 de março de 2014.

Estou sentada no banco da praça Descansei um pouco dessa semana, fui visitar a Lan House da cidade e averiguar o mundo virtual, notícias tristes e não tão relevantes para quem está vivendo a vida simples.
A calmaria de um interior é um ótimo remédio para uma mente fervilhante. A pressa não é tão necessária, existe tempo para conversar sobre a morte da bezerra, e saber o porque de "Flor" ter se separado de "Bentinho". Quantas sacas de milho foram colhidas é uma informação mais útil do que o engarrafamento insuportável da metrópole. No interior quase todos gostam de finalizar a caminhada de um animal e ofertá-lo em função de uma data especial, pelo menos em prol de comemorações o reino animal se esvazia.
" O fruto bom dá no tempo/No pé pra gente tirar/Quem colhe fora do tempo/Não sabe o que o tempo dá.(Conzaga)" Saber esperar, grande ensinamento para os ansiosos e motivo de acomodação para os acomodados.
É fim de tarde e a cachaça do alambique de seu João já fez efeito, o comércio vai  se despedindo do dia e as cadeiras são postas em frente das portas. Começam os comentários sobre quem apareceu na cidade, o que o prefeito prometeu e ainda não fez, da laje de Dona Raimunda, e a feira do domingo que está chegando...e por ai vai. Até Zé Morfeu começar a sinalizar a sua presença. Dias passam em sucessão de acontecimentos, acompanhados do grande verde envolto diante daquela cidade e tantas outras que passei.





domingo, 22 de março de 2015

O amor no outono

Fazia outono dentro de mim
as pétalas começavam a cair
hora de me despedir

Os acordes do violão soavam como uma triste canção
música mutável, efêmera e ligeira

Não quis ficar no teu corpo como tatuagem
o nosso amor foi desses de passagem

E passou...

domingo, 15 de março de 2015

Compartilhando um sonho

Na manhã do dia 07 de novembro de 2004 acordava com a minha ansiedade crônica para ir a um campeonato de natação na escola, não era o primeiro dos que já havia participado. Treinava com uma frequência maior tendo em vista o aprimoramento de minhas capacidades físicas, tinha doze anos e era época da despedida da primavera. Após o fim do campeonato e trazendo mais uma vitória com recordação, um professor veio conversar comigo e fez o convite para me filiar a Federação Baiana de Natação, e claro que aceitei (pulinhos de alegria)!
Nesse mesmo dia almocei na casa de um tio, e no retorno para casa um acidente de carro muda alguns rumos desse final de ano. Um mês internada no hospital e umas vértebras para unir. Dias de sofrimento, que me ensinaram um bocado.
Depois da recuperação, a primeira pergunta que fiz ao médico:
- Poderei voltar quando para natação?
-Logo a natação Fernanda, não tem um esporte mais leve não?
Depois de quase um ano passado retornei as piscinas em um ritmo bem mais lento, e entres saídas e entradas na escola de natação o tempo foi passando... Entrei na faculdade, estágios, trabalho e a vida foi sempre colocando outras prioridades. Mas o sonho de competir mais estava ali adormecido esperando a dona dele reanimá-lo!
Após dez anos tenho riscado alguns sonhos da minha lista, aproveitando a juventude para cumpri-los (a trilha do Vale do Pati foi um deles). Esse ano depois das minhas férias terminarem corri para uma escola de natação próxima a minha casa, sem pensar muito admito,  me rematriculei. Agora estou na equipe, nadando todos os dias antes de ir para o trabalho. Com a rotina mais regreda. de horários, alimentação e tudo mais. Após um mês de nado diário, ontem em uma linda manhã nadei pelos mares da cidade de Salvador, dando um verdadeiro "sacolejo" no danado do sonho.
Eu me encontrava ali, na companhia de Yemanjá me questionando nos primeiros 1000m o porque dessa maluquice minha.
Foi engraçado acordar, e senti a mesma sensação de quando criança. Era caloura no mar, na chegada só uma certeza...quero mais!O esporte transforma.
Grata à aqueles que estão compartilhando comigo este momento.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A ausência da presença com as mudanças

Se for para falar da falta que me faz escrever com mais constância nessa página recheada de alegrias, dores e amores precisarei de diversos parágrafos.
Acho que o setênio feminino (dos 21 aos 28)  realmente chegou na minha vida nesses dias de mudança, a crise de Freud realmente faz sentido, a angústia do filosofo também. Os questionamentos são mais intensos e presentes. Será que estou no caminho certo? Minhas escolhas estão sendo as melhores? E será possível responde-las? 

Tantos fatos bons ocorreram em tempos recentes passados, fortalecendo o sentimento de gratidão pela o existir da vida. Ressignificando sentidos, mudando de opiniões, escutando mais. 
É comum ao homem dividir as áreas da vida, os espaços, as pessoas, as situações, sem compreender a noção do um. 
Eu sou essa única, re-transformando, re-conhecendo. Me torno a primavera chegada exalando o renascer, A busca é outra, se quer saber é a paz. 

Das cenas vistas grande parte tomaram conta das memórias de um órgão forte/frágil. Há possibilidade de após algum tempo algumas se despeçam, mas reconheço a relevância em torna-me esta hoje que sou.
Ando me aproximando de outra realidade, andei dentro de uma caverna (muitos vivem nela), e o outro lado conhecido é o da esperança de dias melhores. 

Ando não fazendo tanta questão, de estar perto, dos encontros...
Sinto-me ausente e tão presente com essa roda gigante de sentimentos e emoções, o diferencial é o aprendizado, sou uma boa amiga de mim mesma. Crescer dói.

"Vai menina
Cresce agora, vai
Eu sei que dói
Vai menina
Deite os lábios
Não vai mais sorrir
Vai menina
Guarde os sonhos com você
Guarde o amor e seus porquês
Porque no mundo tudo cai"

Fonte:http://letras.mus.br/ana-larousse/vai-menina/

quinta-feira, 19 de junho de 2014

...passou



Metade do ano, 06 meses suficientes para uma vida dá um 360°.
Saudade desse meu cantinho escondido, das palavras saudosistas e minhas escritas.
Voltarei para trazer as marcas da tinta nos papéis, o risco da grafite e o olhar da vida.
Enquanto isso vou vivendo... amanhã de mochila nas costas ao encontro da natureza.
Trarei notícias !


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

As barrigudas

Aproveitando o ensejo do intervalo da hora que ganhamos mais calorias diárias, narro a simplicidade de fatos cotidianos que podem se passar despercebidos . Outro dia desses saí de casa as pressas, nem um pãozinho de nada deu tempo para comer. E como o café da manhã tornou-se uma refeição indispensável no meu dia, seria esta a primeira atividade quando chegasse ao trabalho.
Como iria alimentar-me fora pensei em algo que não tenho um costume de fazer, tinha um rapaz vendendo mingau caseiro, "daqueles revivedores"da infância , e foi esta opção acatada. Comprei dois,  para viagem por favor. Tinha uma amiga que também me pediu para comprar algo. 
Um homem se aproxima e pede um copo de café, mas vendo a ausência de dinheiro em seus bolsos desiste sem dizer uma palavra ao rapaz já prontificado em servi-lo. Daí no meio da rua, nas primeiras horas de uma sexta-feira aparecem duas grávidas com os resultados das ultrassonografias. Foi uma cena muito linda de se ver, possivelmente mães de primeira viagem, faziam comparações sobre o peso o tamanho dos membros dos seus bebês, e riam que nem duas crianças conversando sobre suas bonecas. Podiam ter trocentos problemas e itens ausentes para o  enxoval , mas a simples imagem dos seus filhos impressos no radiopaper levavam elas para outra dimensão. O da imaginação, como seriam os próximos dias? Ou a face chorona da fome precisando de leite? 
Para as mulheres predispostas a amar o ato de ser mãe reduz significativamente os problemas, ao ponto que teremos outros tantos com quem dividir. 
Naquela manhã vendo as duas felizes pelo aguardo dos seus frutos, tornou o meu dia mais feliz. Nada como celebrar a vida!

domingo, 24 de novembro de 2013

Passagens


     Gosto da presença de um pôr-do-sol, a estação quente nos permite um contato mais demorado com esse espetáculo. Além do cheiro das flores despedindo-se da primavera. Por um espelho senti a presença de uma noite chegando e trazendo os bons fluidos da renovação. 
     A proximidade do mês de dezembro na América tem um ar especial, não pelas festas comemorativas que se aproximam, mas pela reflexão dos dias passados. Trezentos e sessenta e cinco dias depois de crescidos passam mais rápido, e 24 horas não são mais suficientes para realizar-se todos os objetivos. 
Pecamos em palavras e promessas não cumpridas, em compromissos adiados, páginas não lidas, amores despedaçados, brigas mal resolvidas, saudade ainda presente e a espera de um futuro mais realizado.O melhor dos 365 é o não esperado, a descoberta de boa gente, o encontro, o novo aprendizado, a ligação surpreendente, o convite, a nova banda e o presente.
      Nasci em uma data do mês citado, os ciclos sempre foram importantes na minha vida, para algumas mulheres é importante vivenciar cada ciclo. Vivemos em ciclos na verdade, e a conclusão do passar dos dias tem sua relevância. Possa ser que amanhã venha adquirir mais uma marca de expressão dos dias passados, a aparição de uma ruga próxima aos meus olhos,  e isso será um sinal do meu riso excessivo. Possa ser que amanhã esbarre em uma nova companhia para os meus outros dias, e possa ser que me despeça de quem já me acompanhou. E possa ser tanta coisa!
     O possa ser mais importante é o viver, de forma simples em paz. É um estado tão difícil de ser alcançado nessa rotina de cobranças e tão globalizado. A expectativa pode ser uma péssima companhia para os pensamentos, talvez por seu sentido de "espera mal idealizada". Não ande de mãos dadas com ela, queira a esperança do seu lado. Esta pode trazer uma gotinha de sutileza no esperado, sem frustrações ou mágoas. Assim é mais fácil de sentir-se em paz. Acordar com uma consciência tranquila e pronta para viver cada dia sua agonia deve ser bem mais fácil. Enquanto isso busco a minha tranquilidade.
Vamos então esperar bons ventos para as próximas horas, dias, meses, anos.
       
"Tempo de dá colo, tempo de decolar
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais..."

O que há é o que é e o que será
Reciclar a palavra, o telhado e o por)ão...
Reinventar tantas outras notas musicais...
Escrever o pretexto, o prefácio e o refrão...
Ser essência... muito mais."

(Teatro Mágico)

domingo, 1 de setembro de 2013

O falso silêncio


       Eu sabia que ia escrever sobre isso neste blog. Só estava esperando o momento mais oportuno e de inspiração para ter uma opinião mais forte. Mas nesse caso nem precisa tanto de um embasamento teórico sobre a ausência de olhar, a falta da conversa e mesmo do silêncio. Viva a era tecnológica !!!
Hoje lendo a coluna do jornal A tarde um arcebispo comentava sobre um momento de silêncio em uma missa ocorrido na Semana Mundial da Juventude este ano aqui no Rio, e fazia uma comparação sobre a necessidade constante da falsa comunicação. E outras tantas reportagens, quadrinhos e até projetos de leis vem criticando sobre o uso massante dos aparelhos eletrônicos. ESTOU FICANDO ASSUSTADA!!! 

       Estamos sendo obrigados a estar constantemente ligados, os smartphones vem tornando-se a causa dos "invisíveis distanciamentos". É muito inconveniente a falta de noção de algumas pessoas ao usá-los. Existe um limite para tudo minha gente. Qualquer lugar chato ou situação entendiante corremos com a mão para os bolsos tira-se o  bendito  maldito e iniciam as especulações...

" Nossa você viu, Astrogildo acabou o namoro com Filomena, e  olha como está gorda."
" Cara que legal, olha esse vídeo que me enviaram!"
" Espera um pouco que preciso responder uma mensagem da Rô no whatssss...."
" Deixa eu olhar o trânsito como está, detesto engarrafamentos."
" Vamos tirar uma foto e postar, adoro esse restaurante mozi."
Fonte: Google, palavras chave SMARTPHONE E PESSOAS

    Não quero ser falsa moralista, pois em alguns instantes me peguei fazendo algumas situações das acima citadas. Mas quer me deixar chateada? Viver presa a necessidade de estar sempre disponível! Não podemos mais sair de casa sem celular que o mundo despenca (seus pais irão pensar em um possível sequestro, seu chefe pensará que você não terminou o trabalho solicitado, e algum paquera entenderá como um fora quem sabe...).
    Nos dias de hoje um dia em silêncio é quase impossível, o silêncio total mesmo. Ninguém saber onde você se encontra, e a sua única companhia ser teus pensamentos. E ai surgem algumas perguntinhas ... Quais as informações relevantes são absorvidas? Isso é viver? A felicidade tem que ser apresentada em todos momentos ?
      Vamos brigar pelo direito a solidão! Pelo direito de não precisar ter aplicativos (quero falar com você toda hora), vamos viver mais, olhar mais no olho, rir da piada sem graça, viver os momentos entendiantes, ouvir a história pela milésima vez sobre o boyzinho que sua amiga sonha em ficar. Ás vezes a ausência de informação ajuda para filtrar o necessário. Pois bem amigos, na próxima vez vamos nos ligar de outra forma. Ou mesmo se desligar. Pode ser?      


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

A amizade é um sentimento que nunca sai de moda. Aliás em todas as épocas dos ano e da vida se faz presente. Essas linhas hoje narrarão um amor amigo no qual possuo por três moças, elas foram caminhando por uma trilha muito linda e fazendo suas escolhas.

Esta mesma trilha um dia se cruzou com a minha, buscando a formação, sendo apresentadas ao mundo científico e criando novos laços e outras trilhas.

Cintia, Amana e Karina.
Mulheres diferentes e regadas de amor, com cada uma pude enxergar o mundo de uma forma e demonstrar a minha forma de enxergar também. É engraçado pensar como o tempo muda tanta coisa, há um ano atrás sentávamos em mesas de reunião, discutindo o futuro da Universidade  e bolando planos mirabolantes de mudanças sociais.
Acompanhei o processo de outra mudança, agora que é a geográfica. Seja em Brasília, França ou Austrália, sejam horas sem ser se ver, dias, meses.... a semente já foi plantada, a árvore já cresceu, e tem muitos frutos para ofertar.

Não é da presença física que a amizade se constitui mas dos bons momentos vividos. A saudade pode recordar a dor, mas não quero esse sentimento assim! Quero a ALEGRIA, da recordação dos bons momentos nos quais passamos juntas. Novos horizontes se abrem, e as perspectivas mudam. Provoquem também as mudanças externas, sejam semeadoras do bem.

Eu posso não ser a amiga mais presente de todas as horas, mas mesmo na distância estarei aqui, emanando todos os bons sentimentos existentes. Na solidão a gente aprende, cresce e evolui. Bons dias para vocês, bons por-do-sol (não sei como é o plural)  e  luas lindas.

Beijos lotados de carinho de alguém que as ama.


sábado, 20 de julho de 2013

A distância ás vezes é necessária

A espera de uma recuperação ou de um novo começo
precisava fugir para descobrir o que ocorria
calculava o que não valeu da sua vida, e dava um tchau das tristezas e sofrimentos

Se afastara do que lhe agradava para conhecer outros agrados
e gostou.
Agora precisava voltar, já era hora de recomeçar.

Como será a primeira página ou continuação dessa sua história?
Avante que já está na hora.
Recebe os dias novos, a vida é bem maior !

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Me sinto tão... FELIZ quando me sinto tão só.

Muitos dos admiradores da escrita traduzem seus sentimentos em palavras. Registrar um momento, caso, conto ou cena da vida é um ato profundo.

ao meu caso, meu conto e minha cena...

ontem cheirei uma flor, um brotinho de tão pequenina. Sentada  em uma escada de cimento em volta de plantas, nos ouvidos estava escutando um lindo som... "Quem tem Deus como império no mundo não está sozinho".

Eu digo que estou só! Mas o que significa o substantivo da solidão?  Segundo um Dicionário de português solidão é  :  " Estado de quem está só, retirado do mundo; isolamento: os encantos da solidão.
Ermo, lugar despovoado e não frequentado pelas pessoas: retirar-se na solidão.
Isolamento moral, interiorização: a solidão do espírito."


Argh! É difícil estar  totalmente só... mas alguns filósofos enxergam que cada um só pode ser ele mesmo inteiramente pelo tempo em que estiver sozinho, quem portanto não ama a solidão tampouco amará a liberdade. 
O exercício é necessário, experimento do seu momento único.  Nunca estamos totalmente a sós, mas o encontro com o nosso self  pode ser a fonte para alguns conhecimentos.

Aos que possuem um amor no peito, não  pensem que é impossível sentir a solidão. Quem sabe essa é necessária para resgatar os pés do céu e colocá-los no chão?


domingo, 19 de maio de 2013

Os personagens da ficção se misturam com o da realidade

Uma amiga minha um dia desses fez um comentário a meu respeito:
- Você tem que parar com essa mania de quando ler os livros achar que viveu neles.

Ela tem um pingo de razão em seu comentário, mas nesses amados dias de "férias" passadas pude me afogar
em infinitas leituras. E das mais diversas, comédias românticas, sociologia do conhecimento científico, livros feministas, o teatro, e biografias.

A personagem mais carismática que conheci foi a Rachel, irmã da Claire, criada pela autora Marian Keyes, em seu livro FÉRIAS . A contemporânea escritora traz personagens hilárias, e com um sentimento da vida real.
A história da ex drogada conta sobre uma mulher cuja a cegueira do seu vício predominava, as substâncias químicas eram o seu maior prazer da vida. Cheia de  preguiça, e sem um grão de amor próprio, Rachel se afunda, o final do poço estava muito perto. Mas com ajuda de amigos e familiares consegue dá uma volta por cima de seus problemas.

Marian é muito criteriosa nos seus detalhes, é  fácil identificar-se com as angústias dos pensamentos femininos das suas personagens, simples e bela é a obra da escritora irlandesa.
Rachel ensina o mais antigo dos mandamentos, amar a si própria, como início de uma cura. São linhas e páginas de uma mistura de sentimentos... aprende-se a não mentir para si mesmo,  como resolução dos mais variados problemas.

Temos alguns vícios por teimosia, e a busca pela mudança começa assumindo que certos comportamentos não são benéficos. Esses tem-se humildade, esta talvez seja a base e o fundamento de todas as virtudes (acho que um autor já escreveu sobre isso, não irei referenciá-lo).

Não foi só Rachel a personagem atrativa que conheci, teve um da vida real. Em outro momento falo mais um pouco sobre ele...

Abraços sonolentos,

obs: depois de ouvir uma boa música, assistir uma peça, ou ler um livro sempre é bom escrever.
Não tenho intenção que minhas palavras sejam lidas por muitos, talvez aqui possa ser um lugar
para rir de mim mesma,  quando estiver longe de casa, ou sem um caderno na bolsa.
Tem certas situações que necessitam de um registro, e algumas mentes necessitam gritar!
A minha é destas que não se contentam com as minhas gavetas para guardar algumas lembranças...



quinta-feira, 2 de maio de 2013

Meus pensamentos molhados

Voltei a praticar um esporte que adoro. É incrível que com a vida adulta vamos abandonando
alguns hábitos saudáveis, por mais que ganhemos conhecimento científico o bastante
para compreender o quão é importante mover-se.

Só com duas semanas de prática eu sinto uma diferença tremenda nos meus dias que estou em contato com água. Nadar em uma piscina, mar, rio ou lagoa por alguns minutos de forma bem concentrada é uma ótima terapia. Um esporte solitário no qual a cada braçada você vence o cansaço do corpo e vai se lavando dos pensamentos negativos.

Pode parecer tão besta mas ocorreu-me uma cena engraçada, a professora pediu para eu nadar alguns metros de nado costas. Quando eu era pequena  mais nova,  nunca gostava de ficar naquela posição, sempre tinha medo de bater minha cabeça na parede , ia me esbarrando nas raias,e  ficava com uma sensação total de desequilíbrio. Mesmo com a ajuda das bandeiras sinalizadoras.
E não é que não venci esse medo! Hoje na aula me peguei engolindo água, toda desengonçada e enrolando muito para terminar logo aquela sensação terrível do exercício.


Resumo da ópera: Nas mais diversas atividades, enfrentamos algumas dificuldades, é impossível ser bom em tudo. É preciso superar os medos, sermos cautelosos com os erros e ir aprendendo. Se não carregamos vários traumas bobos por situações mal resolvidas.

Tá pra quê começar a falando de natação e dá uma "liçãozinha de moral no final do texto"?
Talvez o motivo seja na simplicidade de olhar as várias cenas da vida, como um eterno e constante emaranhado de metáforas e em que qualquer situações podemos aprender.

No fim tentei nadar certo, me rendi. Eu não sabia nadar de costas e precisava aprender! Se aquilo me incomodava não daria certo ficar parada...

É,  nunca é tarde para começar ou aprender.



sábado, 20 de abril de 2013

Sorrir enquanto tem-se vontade !

Ganhei um sorriso, e não  foi verdadeiro. Como sei que não foi um verdadeiro sorriso?
Foi daqueles que quando a pessoa vira muda a face, como se fosse uma obrigação alargar os lábios
em forma de cumprimentos.
É certo que tem pessoas que não nos "topam", e pessoas que não topamos. Mas sim, onde fica o mais correto nas leis mundiais da etiqueta?

Vai saber, o sorriso é um ato tão espontâneo, que dá para notar por sua grande expressividade, quando ele é aberto bem pensado... " Lá vem aquela menina, preciso dá um sorriso para parecer simpática", muitas vezes acaba sendo falsamente apresentado.

Agora uma verdade universal nas leis mundiais da etiqueta, o sorriso abre portas! Até para aproximar,
quem sabe essa pessoa que não topamos, por um sorriso se aproxime? 
Mas com certeza ainda existirá aqueles que duvidem sempre de uma pessoa constantemente sorridente: " Ela(e) só faz sorrir!" . Depois desse comentário infame, podemos observar que geralmente as pessoas que reclamam dessa característica pouco sorriem.
Sorrir pode ser a expressão  mais fidedigna da alegria, e antes de apresentar os dentes e expandir os maxilares, não precisa pensar tanto. Faz se tem vontade, as pessoas se aproximam por um sorriso, e aquelas que se afastem por este, assuste-se! Pode ter alguém com medo de ser feliz.

Então, vamos sorrir ( sem obrigação) ?